sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Rua do Imperador.
Na rua do Imperador tinha de tudo. Na edição de dezembro do Ceará em Brasília, jornal da Casa do Ceará, falei na onde nas casas 1055/1164, passei a maior parte de minha juventude. Era um menino "véio" de calças curtas. Meu vizinho, casa 1049, era o seu Quincas, funcionário da fábrica de cigarros Acácia, de Pedro Philomeno. Ele foi pioneiro na instalação de uma escola de datilografia. Daquelas que tinha um papelão sobre o teclado para ninguém olhar as letras. Antes fez a primeira festa usando sua vitrola movida a corda. A agulha era mudada a cada disco de cera, 78 RPM. Um deles, o cantor com voz fanhosa, cujo nome não recordo cantava "Tide Palhaço, toma injeção no braço... se a dor for profunda toma injeção na.... Imaginem que a Imperador, hoje tão congestionada, era uma rua pacata, sem trânsito. Na Semana Eucarística, da igreja de São Benedito, era fechada no quarteirão entre a Clarindo de Queiróz e Duque de Caxias, para quermesses onde aconteciam as brigas dos partidos azul e encarnado,que lutavam pela eleição de suas respectivas rainhas... Uma rua eclética, sem dúvida. Personalidade importante era o seu Nelson Damasceno, guarda-livros da Fábrica do Tó Diogo. Idealista e realizador fez o Curso Elefante e se formou na Faculdade de Direito. E imediatamente colocou a placa na frente de sua casa: "Nelson Damasceno - advogado". Comandou importante família na cidade,ao lado de dona Maria. Os filhos são sempre lembrados: Edgar, Jeová, Nelson,Newton, Jandira e Margarida. Esse era o quarteirão do seu Gambetá, o comerciante respeitador dos fregueses, quando nem se falava em Código de Defesa do Consumidor. Caso o assunto seja interessante, pelo menos para mim é, continuarei com ele.
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