quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Trânsito e bafômetro.
No tempo da Inspetoria do Trânsito, época dos exigentes inspetores Rodolfo, Malveira, Domício, Fortaleza era tranquíla. Lembro da "virada"( no sul chamam tombo) de um ônibus na esquina do seu Gambetá. Não houve vítimas mais graves, somente o que chamavam de escoriações generalizadas pelo corpo. Juntou gente assimmmmm... O tráfego ficou prejudicado, os bondes pararam durante alguns minutos. Nesse tempo os guardas do trânsito, da IET, é que organizavam o tráfego. Somente na Praça do Ferreira, e outros locais de maior movimento. Eles ficavam em pé esticando o braço vestido com uma manga branca. Depois foi que apareceram os sinais, semáforos, como dizem hoje, e farol, como falam em São Paulo. Eles não eram automáticos, movidos manualmente, de acordo com o fluxo de trânsito. Radar, como diz Luiz Gonzaga,em uma de seus baiões, referindo-se aos automóveis, não se sabia se era homem ou mulher... Hoje tudo está moderno. Quando você fura o sinal é flagrado pela máquina fotográfica. O excesso de velocidade também tem sua punição. Nestes tempos de hoje está na moda prender e multar os que tomam umas e outras, quartotas e meiotas, ou a inocente cerveja gelada, e saem dirigindo oferecendo perigo para eles e os outros... Mas as leis brasileiras sempre foram feitas para o desrespeito. Não é que descobriram, após pesquisa, que 80% dos motoristas que se negam assoprar o bafômetro, são absolvidos. A revista Trânsito em Revista, editada pelo Augusto Brandão, fala no assunto com detalhes. Para mim que obedeço cegamente as leis do trânsito, mesmo desconfiando se tais aparelhos usados na fiscalização, radares e bafômetros, são regularmente aferidos, considero um estímulo ao desrespeito. Como não acho seja correto que o João Inácio no seu programa vespertino, na Verdinha, esteja denunciando onde tem radar escondido. Penso também que deva haver sinalização advertindo da presença de fiscalização. E explico: quando o motorista vê a sinalização ele automaticamente diminue a velocidade... E não é isso que provoca acidentes? Ou o interesse é mesmo multar?
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